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Ano Novo, vida nova



O ano de dois mil e nove fica guardado na bagagem, que nos acompanha, com todas as experiências que ganhamos ao longo de todas as visitas e todas as conversas. O ano de dois mil e dez começa agora, com mais força, vontade de aprender mais, mais visitas e projectos.
Com a chegada de um novo período, pretendemos começar uma nova etapa, que consiste em entrevistar actores, músicos e dançarinos que, pertencendo ou não ao Teatro, são referências, ou têm a forte convicção de ingressar neste mundo. Assim, queremos iniciar uma rubrica intitulada « à conversa com ...», onde ficaremos a saber um pouco mais do percurso profissional de cada um dos entrevistados; terminaremos a entrevista com o Questionário Proust, adaptado no 5 para a meia noite, que não será exactamente igual.
Visitas programadas, perguntas pensadas, planificações concluídas, só nos falta voltar « ao terreno » e por mãos à obra.

O nosso ano começa agora!

O último passo de dois mil e nove



O nosso ano de dois mil e nove termina com a visita a um dos Teatros mais emblemáticos da cidade do Porto: Teatro Nacional de São João.
A visita foi proporcionada por uma das Relações Públicas: Rosalina Babo.
Desde a sala principal, até ao Salão Nobre, o Teatro é de uma beleza extraordinária; a decoração deixou-nos impressionadas. O trabalho que dispensam diariamente para manterem o Teatro cuidado e sempre apresentável é de uma qualidade extrema.
O sentimento de satisfação e de agradecimento, por nos terem proporcionado mais uma visita inesquecível, repartia-se por todos os elementos do grupo. A história que envolve este Teatro e todas as curiosidades que tivemos oportunidade de satisfazer deixou-nos ainda mais motivadas para continuar com este projecto que, desde o primeiro dia, nos cativou e nos revelou boas surpresas.


Contem com mais novidades.
Até para o ano!

Regresso às filmagens



Após alguns dias de paragem, devido à escola, estamos de volta com mais novidades!
Tal como tínhamos anunciado aqui no blogue, no passado dia quatro de Dezembro dirigimo-nos ao Teatro Nacional de São João para conhecermos o espaço e satisfazer algumas curiosidades. No entanto, devido a problemas técnicos, a visita acabou por não ser feita nesse dia. Hoje voltamos a entrar em contacto com o Teatro e marcamos a nossa ida lá para a próxima Terça-feira, dia quinze, por volta do meio dia.
Apesar deste pequeno contratempo, fomos muito bem recebidas e conseguimos calendarizar mais uma etapa do nosso projecto.
Desde já, agradecemos toda a simpatia e disponibilidade para colaborarem connosco.


Por enquanto, não temos mais visitas agendadas. Contudo, temos alguns locais em vista, assim como algumas pessoas com quem tentaremos entrar em contacto.

À conversa com



4. Qual é a sensação de trabalhar em televisão e em Teatro? Sente diferenças?
Em televisão gosto do sentido de urgência do trabalho, da rapidez que é exigida, da ginástica de representação que é exigida. As pessoas não sabem, mas há muitos bons actores nas telenovelas nacionais a executarem diariamente quase-milagres. O teatro, para mim, tem a magia da festa, do acontecimento, da comunhão do facto de estarmos
ali todos juntos, na presença física uns dos outros e da partilha desse acontecimento único nas nossas vidas.

5. Das novelas que fez qual a que lhe deixa mais saudades? E no Teatro, qual é a peça que gostaria de repetir?
Só fiz parte do elenco de duas novelas e uma série, até hoje: Anjo Selvagem, Ninguém Como Tu e
Residencial Tejo. Todas elas me marcaram por diferentes razões. A Residencial foi um objecto estranho, porque foi a minha primeira grande experiência televisiva e ao mesmo tempo era teatro filmado, o que me gerou muita confusão na cabeça em relação à técnica a utilizar. O Anjo foi o meu primeiro grande contacto com o público e foi assustador a princípio, mas muito recompensador pelo carinho que o público nos deu. Já Ninguém Como Tu, foi turbulento, mas deu-me muito gozo fazer uma personagem muito contida, muito diferente de mim. Em relação ao teatro, já deixei de contar as peças que fiz. Guardo com mais carinho umas que outras, claro. Tenho sempre a sensação, em todos os meus trabalhos, que podia tê-los feito melhor e que podiam ter sido feitas melhor. Aliás, passa-me sempre pela cabeça: um dia hei-de voltar a esta peça com outros olhos... Pode ser que um dia. Mas há tanto para fazer, que se calhar o que já foi, já foi.

6. Como foi fazer parte do elenco do «
Fame»?
Foi mais uma experiência. Mais um desafio. Eu gosto é de representar,
independentemente do projecto ou da personagem. O Fame foi um grupo artístico bem engraçado. Pena são os problemas de produção e os vigaristas que proliferam também no mundo do teatro. É que não sei se sabem, mas esta profissão está completamente desprotegida. Somos pouco mais que saltimbancos...


Hoje deixamos mais três perguntas que fizemos ao actor Alexandre Ferreira. Para a semana publicaremos mais.


Fiquem atentos até lá pois poderemos dar-vos a conhecer outras novidades!

Pequenos, grandes, talentos!



Desde que abraçamos este projecto, os dias da semana passaram a ter novos significados aos nossos olhos. Quarta-feira, dia dezoito de Novembro, por exemplo, ganhou o significado de «Novas experiências, novos sorrisos».
Perto de nós descobrimos novos talentos, que encontraram nos instrumentos uma nova forma de comunicar. Dotados de um enorme sentido de responsabilidade, aliado ao enorme talento que lhes sai em notas musicais, os alunos de Orquestra, do Conservatório de Música de Gaia, deixaram-nos assistir a um dos ensaios, mostrando-nos a maneira como fazem dos instrumentos musicas a sua segunda língua. Desde o primeiro violino ao violoncelo, passando pelas trompas, oboés, trompete, fagote, clarinete e segundos violinos, a genialidade em harmonizar o som num só deve-se a todo o empenho destes pequenos, grandes, talentos.
Foi uma hora em que os nossos ouvidos e os nossos corações pediram que o som não acabasse, pela forma como todos se comprometiam a fazer boa figura, mostrando que é desde pequenino que podemos marcar a diferença.
O ensaio, para além de sério e preenchido por sentido de responsabilidade e uma clara vontade de melhorar em cada nota musical, também foi marcado por sorrisos e gargalhadas. Se mais ensaio houvesse, mais vontade tínhamos de ficar a assistir. O sentimento foi geral e a vontade de, naquela hora que passou como um estalar de dedos, aprender a tocar como eles foi muito mais forte do que a despedida, que já se adivinhava - e a qual não queríamos deixar acontecer.
Todos os «Obrigado» foram marcados com mais sorrisos. No caminho para casa, as lembranças que se iam multiplicando descreviam o que tínhamos vivido à uma hora atrás, e são todas aquelas memórias que, seguramente, iremos relembrar durante muito, muito tempo!
Esperamos voltar e ter a oportunidade de assistir a um novo ensaio onde tudo se esquece e apenas fica, em cada um de nós, a suave melodia que, desde o sopro às cordas, se fundiam numa única nota musical.

Pequenos, grandes, talentos, o mundo tem tudo para vos acolher no patamar mais alto. Nós esperamos por vocês!

Mais um objectivo vencido!



Debaixo da chuva que invadia a cidade do Porto, viam-se, ao longe, três guarda-chuvas diferentes, mas que escondiam um objectivo em comum: conhecer o Coliseu do Porto.
Paragens do metro definidas, rua Passos Manuel avistada e a entrada no Coliseu já se avizinhava tão esperada como certa.
Seis pés pisaram o espaço e seis olhos contemplaram a beleza e a história que o local transmitia. Foi uma viagem rápida, mas produtiva, uma vez que nos deu a conhecer, por dentro, mais um ponto de referência para o nosso tema.
A imagem que nos ficou do espaço não a conseguimos definir em meia dúzia de palavras. Em palco, ainda que o Coliseu estivesse vazio, a sensação de responsabilidade e o nervoso miudinho - que em nós se fez sentir - elevou-nos a imaginação e levou-nos, mesmo de olhos bem aberto, a sentir o que era ter uma «casa» daquelas cheia para assistir ao nosso trabalho. Ficou a confidência de que, sentados, o Coliseu acolhe três mil pessoas, mas sem cadeiras ainda tem a capacidade de acolher mais quinhentas. A perspectiva que se tem em cima de palco é completamente diferente daquela que se tem quando entramos na sala e olhamos para cima do palco, por isso, é essa visão que torna interessante as nossas filmagens e as nossas fotografias.
Finda a visita, a chuva esperou por nós e, por baixo dos nossos guarda-chuvas, que ontem encheram mais um espacinho do Porto, escondiam-se três sorrisos rasgados e satisfeitos por mais esta oportunidade.

Mais uma visita marcada, mais uma etapa concluída!

À descoberta de novos testemunhos.



Escolhidos os locais, traçados os caminhos, providas de sentido de orientação na descoberta de ruas novas, partimos em busca de novos testemunhos.
Durante esta semana, visitamos o Ginasiano, o Conservatório de Música de Gaia, a ESMAE - Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo - a ESE - Escola Superior de Educação - a ACE - Academia Contemporânea de Espectáculo - e o Teatro Rivoli, de maneira a conseguirmos consolidar o nosso trabalho e enriquece-lo com novas filmagens e fotografias.
Num primeiro momento, as respostas foram todas positivas. Ficamos, apenas, a aguardar confirmação e a marcação de datas para podermos prosseguir.

A persistência e o espírito de equipa levam-nos mais longe!
 
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